Cafetina
Espero impaciente que decidam minha vida, que me achem uma explicação, que acalmem meu espírito. Fico sentada, contemplativa, enquanto as músicas trilha-sonorizam esse tédio e irritação. O pôr-do-sol melancólico me acena seus últimos raios, enquanto eu imagino quantos o observam, tolos sonhadores, quantos observam e observam e passam a vida a observar.
Lavarei minha alma, louvarei meu espírito e espero que esse choro meio incontido, meio displicente um dia cesse. Um dia em breve.