Cafetina
Acho que vou me desapegar das palavras. Melhor dizendo, vou me desapegar dos paradigmas. Cansei das convenções feitas, das coisas precisarem de um nome. Quero crer no Elisianismo. Quero elisiar você, elisiar com você, elisiar em você, e tantas outras piras caitanescas que eu faço por não conseguir seguir esses malditos paradigmas. Eu não sei conjulgar os verbos. Não sei fazer as coisas. Não sei SER. Acho que por isso preciso do meu jeitinho pra tudo. É um pretexto pra tudo, eu sei. Mais velho clichê da humanidade. Mas posso fazer O QUÊ se se quanto mais eu tento mudar, mais reduntante eu sou? Nem me lembro mais...
Cafetina
Penso em não poder pensar
Penso nos meus Pensamentos
Perdidos e esparsos
Cheios de saudade e dúvida
Cheios de um sentimento que não sei nomear.
Penso em pensar
Mas não consigo
Penso, penso, penso
E desisto.
Desisto de você, de mim, de nós, de tudo
Desisto de tentar,
De tentar entender,
De observar e decifrar,
De simplesmente entender tudo errado.
Penso.
Penso que penso.
Penso até sentir que os pensamentos pararam de pensar
Sorrio. Agora sim.
Cafetina
Veja só você, eu que nunca acreditei muito em coisa alguma hoje tive uma "clarividência". Não vi Jesus, nem Deus, nem Maria, Mãe, Rainha e Vencedora, três vezes admirável de Shöenchtat. Só tive um feeling, um insight, uma inspiração, um poém, uma ideia (que saudade do acento!!!!!!), um putz!, uma lâmpada acendendo acima da minha cabeça, uma epifania, uma sacada, enfim; a descoberta que me fez gritar EURECA.
E, sabe? Está doendo.
Puta merda.
Cafetina
Eu queria te dizer tanto, queria ter essa liberdade que os casais caretas têm de simplesmente dizer. Eu sinto falta de ser eu mesma contigo, de um jeito meio inocente, romântico e bobo, que eu sempre tive e você tolheu por completo. Adoraria não ter medo, ou vergonha, ou receio de te contar. Te falar. Rio e finjo que não, mas ligo. Eu vejo, eu sinto, eu choro. Ás vezes eu queria que fosse diferente. Só um pouco, na verdade. Adoro que seja desse jeito mas, veja bem, eu sofro. Você não sabe disso, nunca vai saber, mas eu sofro. Desconfio, relembro, odeio e finjo. Percebe o ciclo? O pior é não poder nem te contar...
Cafetina
Eu costumo escrever aqui minhas poesias, meus textos meio depressivos, apaixonados ou "ensaudadeados". Na maior parte das vezes, esse blog não passa de um diário. Mas hoje eu preciso escrever sobre um sentimento ainda mais dolorido, algo que simplesmente preciso extravasar. Eu sinto vergonha de ser um ser humano. De ser humana, no sentido mais ambíguo possível.
Eu sinto vergonha de pertencer à mesma espécie que os estupradores, assassinos, torturadores e muitos outros, que causam dor e revolta a tanta gente. Hoje eu li essa notícia , que descreve a que ponto chegamos. A que ponto Deus chegou. A única explicação que eu encontro é que já estamos tão céticos de tudo, tão amortecidos e inertes que Deus só encontra essa maneira de nos sensibilizar, nos dar um chacoalhão e ver se acordamos.
Eu sinto tanto ódio quando penso que alguém QUIS fazer mal a um ser vivo, entende? Ele sabia que estava infligindo dor, estava machucando e a troco de quê, meu Deus? A quê nós nos reduzimos? Eu não consigo crer, e ao mesmo tempo até me surpreendo de como eu acredito que existam pessoas assim. Impulsos sexuais. Impulsos violentos. Impulsos de uma droga qualquer, ou mesmo adrenalina demais, "sangue jovem". Simplesmente impulsos.
Eu amo os animais, sou maluca por eles, sempre disse que gosto mais de bichos de que de seres humanos. Mas não é isso que me indigna. O que me deixa mesmo descrente do mundo, da raça humana em geral, é a frieza. O sadismo de humilhar, o empenho de causar dor de várias formas, o descaso alheio, como se aquele serzinho agonizante não fosse a prova (semi)viva de que estamos podres, de que estamos totalmente passivos e perdidos, condenados a coexistirmos. Eu perdi a fé nas pessoas. Eu perdi a fé até em mim.
Cafetina
Essa necessidade do novo me irrita. Não consigo provar o mesmo duas vezes, pois já sei do que se trata. Fico querendo conhecer novos ares e não ma atenho ao que possuo aqui ao lado. Olho no horizonte sempre a procura daquilo que não vi, enquanto o velho me rodeia, querendo atenção. Cansei. Não quero mais.
Cafetina
Apenas sentiu o perfume
E quando se virou
Ela já não estava mais lá.
Cafetina
Preciso contar um segredo: estou louca pra fugir daqui. Quero arrumar minhas malas, levar só o que eu mais gosto, deixar meus gatos com alguém de confiança e voar pra longe. Literalmente. Achar uma promoção aérea e ir embora, qualquer que seja o destino. Na verdade, não me importa. Tanto faz.
Queria ligar do aeroporto e dizer "Mãe, não se preocupe. Vou ficar um tempo sumida." Também queria ligar pra você e dizer algo. Acho que isso também não importa. Tanto faz. Só pra ser a última brisa de você antes de desaparecer.
Não estou pensando no que fazer. Só quero ir. Quero desistir disso tudo por um tempo, ficar longe do resto do mundo, quero ir pra um lugar onde ninguém me conheça, onde eu não tenha história alguma. Quero olhar lugares que não me lembrem ninguém, não quero mais dar satisfação, preciso FUGIR FUGIR FUGIR FUGIR FUGIR.
Eu quero tanto. Estou tão cansada. Nem consigo mais pensar, existir, sentir. Estou desabando.
Cafetina
Se eu te dissesse o que eu penso em te dizer
Quando você sorri e me olha nos olhos
Não sei qual de nós dois ficaria mais vermelho.
Fico quieta,
Rezando para que você entenda minhas entrelinhas
Que grito em silêncio quando você sorri.
Cafetina
Eu queria saber o que eu quero
Gostaria de descobrir do que eu gosto
Preferia ter certeza do que prefiro.
São tantas vontades de uma vez,
Tantos sentimentos, tanto querer
Que me perco dentro de mim
Dentro do que eu escondo, não mostro à ninguém.
Sou múltipla, plural, esporádica e efêmera.
Sou o que posso e o que eu não devo
O que você ama e precisa
E também quem sempre criticou.
Sou o que eu mesma sempre difamei
E mudo. Todos os dias. Minutos. Eras.
Sou assim. Já não sou mais.
Cafetina
Quando escrevo em primeira pessoa me sinto intimidada. Talvez não consiga falar sobre mim mesma, ou seja apenas um resquício de tantas aulas de redação ao longo da vida. Tantas palavras escritas, mas tão pouco dito assim, explicitamente.
Na verdade, nem sei por que escrevo. Tudo anda tão calado ultimamente, meus dedos querem escrever e minha mente não ajuda, talvez sedenta de um bom pretexto. Até penso em algo, mas nunca é bom. Apago e retorno ao zero.
Quando escrevo em prosa me sinto incapaz. Tão informal, como se eu quisesse conversar. Talvez queira. Mas a dinâmica não sou eu escrevendo e ninguém para ler? Converso sozinha (imitando a vida).
Nada a dizer.
Mentira, na verdade tenho muito, mas simplesmente não sei mais como fazê-lo.
Cafetina
O que te faz feliz?
Com que você sonha, nessas madrugadas que deixam meus pés gelados?
Com quem?
Qual teu primeiro pensamento quando seus olhos se abrem?
O que te motiva, te impulsiona, te faz querer ser
E não ser?
São milhares de perguntas.
Milhares de respostas.
Ou não.
Cafetina
Só o mais belo. O mais inteligente, o mais engraçado, o mais forte. O mais apto. O mais diferente. O que nunca provei. O mais barato (custo benefício!) e com a capa colorida. Coisas que eu queria quando criança. Cheiro bom. Diversão. Jogo de palavras, raciocínio, música. Não muito barulho. Romantismo. Inusitado. Imprevisível. Mistério. Miséria. Inovador. O que me tira do rumo e prumo. O que me interessa é o que me atiça a curiosidade. Feliz. Mutável.
If
Cafetina
Se eu tornasse a escrever,
Se eu ousasse pensar em pensar,
Se eu e você
Nos dispuséssemos,
Se acontecesse
Seria tarde demais.
Seria?
Seria.
Cafetina
Acho que meus olhos me traem. Tantas as vezes em que meus pensamentos foram tão intensos, eu queria GRITAR, mas simplesmente ficava ali, estática, imóvel. Mas, e meus olhos? Consigo eu não me exibir em público, nua e desnuda, simplesmente ao manter minhas pálpebras abertas? Acho que não. Por isso muitas vezes baixo os olhos. Não por timidez (está bem, nem só por timidez), mas por querer continuar sendo um mistério. Não que seja grande coisa, mas talvez no final das contas seja mesmo vergonha; em todos os sentidos.
Enfim. Olhos são a janela da alma. Mas que merda. O pior é ter a mania de encarar as pessoas, perscrutando aquilo que sei que me é falho. E me traio. Traída por aqueles que, sem sombra de dúvidas, já conquistaram a muitos e já choraram ainda mais por. Míopes e astigmatas, ainda por cima. Não funcionam direito e não se dão bem com a claridade.
E choram tanto, esses grandes filhos da puta.
Cafetina
As horas vão passando arrastadas,
Suposto de ser ao contrário,
Uma vez que o já é uma hora depois...
Mas não.
O dia lá fora me pede que saia
E essa preguiça de sequer me mover
Cede.
Quero caminhar por aí,
Colocar meus pés na água,
Sentir o vento
(Renovar de energias),
vento.
Preciso do cheiro do mar.
Quero salgar minha pele,
Quiçá molhá-la,
vém?
Não sei bem mais quem,
Mas, vêm?
Cafetina
Sinto-me deslocada.
As pessoas simplesmente não entendem.
É como se eu não soubesse falar a mesma língua,
Não soubesse como agir. Não sei.
Passo uma imagem errada,
(Ou não).
Espero a noite toda; em vão.
Cada oportunidade que você percebe um segundo tarde demais.
Cada olhar, ou gesto, ou frase, que ninguém sequer nota.
Estampo um meio sorriso e seguro meu copo,
Imaginando um meio de não parecer idiota
Mas simplesmente não consigo.
E volto pra casa, amanhecendo o dia,
Sem dizer ao mundo como me fazer feliz.
Cafetina
E a pena de tomar banho?
Pena até de escovar os cabelos,
Desenroscando os nós que você mesmo fez.
(Desenroscar de pernas...)
Dó de trocar os lençóis,
De retirar os caracóis,
Ah, esses caracóis....
As cobertas estão mornas, ainda
Vou ficar aqui um pouco mais,
Nessa manhã chuvosa
Com cheiro de você.
Cafetina
Pois agora me encontrei. Tuas vontades ser-me-ão prioridade; depois das minhas. Tua lágrima sequer retardará um passo meu, se eu assim o quiser. Minha vez. Minha alma. Minha dor. Encontrei-me novamente, dentre tudo isso que borbulha tão dolorosamente dentro de mim. Venha e faça parte, se quiser. Sente-se e tome uma cerveja, se assim te aprouver. Adapta-te à mim. Espera teu tempo, tua esmola e teu pagamento. Sê a mim. Goza, depois do meu gozo. Me vê dançar, flertar, sorrir e me ser. E chora, sente tua dor bem no fundo, aprende com teus erros, pois quis ser tua, e sinceramente... não fizestes por merecer. Vês?!
Cafetina
Tequila.
Sozinha, de copo em punho, olhando de longe.
Lembro.
Sal e Limão.
Cafetina
Nunca gostei muito de lá. Nasci e cresci lá, minha família mora lá. Não tive uma infância marcante, nunca achei grande coisa, nem tinha muitos amigos (mas até que tive alguns de qualidade). Fui embora feliz de lá, queria ficar o mais longe possível. Moraria aqui, sozinha. Sol, mar, amor e liberdade. O que mais?
Agora eu volto de casa, pra casa. Meu coração anda dividido entre o que eu sou e quem eu fui. Troco o nome dos gatos e sinto saudade de todos, cá e lá. Divido meu coração em mil e multiplico meu tempo, querendo viver cem dias em apenar uma noite. O céu daqui é tão lindo, mas as luzes da cidade acabam se metamorfoseando em estrelas, e elas brilham TANTO. As luzes, aliás, tem as cores mais lindas do mundo.
Aqui eu tenho mar, vento, sonho, faculdade. Lá eu tenho minha vida toda e tanta vida e tanta gente e tanta coisa que me dói tanto voltar. não é que não amo aqui. É só que descobri que amo tanto lá...
Cafetina
Decide, amigo. Assim não dá não. Não tenho mais paciência pra decifrar joguinhos, interpretar sinais, ler entrelinhas, aturar cu doce, esperar boa vontade, relevar defeitos, desculpar mancadas...
ACORDA! Eu tô aqui, querendo curtir. Querendo dançar a noite toda, beber com você, te encher de carinho e tesão, passar a noite em claro compartilhando, rindo, amando. E você? E o que faz aí, sem mim? O que faz aí, sentado sozinho? Não quer companhia pro teu copo?
Eu falo besteira, não tenho muita frescura, juro até que não sinto (mais) ciúme. Sou legal, não sou? Sou bonita, não sou? E aí? O que te falta? O que te sobra? Larga dessa mania besta e vem. Hoje é sexta-feira e sei que ela poderia ser bem melhor... (Mentira. Nada sei. Só espero.)
Cafetina
Me sinto folheando um livro chato, procurando um trecho menos entediante. Virando as páginas sem ler o contexto, sem entender a estória, sem conhecer os personagens. Simplesmente lendo palavras ao acaso, ávida, louca por uma cena picante, de amor, um crime qualquer ou mesmo um diálogo interessante. Qualquer coisa. Qualquer migalha. Fico brava com o autor, que perdeu seu tempo e crédito ao escrever um livro tão clichê, sem graça. Reclamo, jogo o livro de lado, uso como aparador de copos, peso de papel, escrevo nas páginas finais. Blasfêmia. Não me dou conta de que, para apreciar o livro, preciso ler desde o começo. Prefácio, estória e epílogo. Até mesmo a sinopse e informações sobre o autor. Prefiro, pois, ler os mesmos livros de sempre.
Cafetina
Nada.
Nada sai.
Impossível.
Alegria bateu asas
E saiu voando.
Nada de bom sai de mim,
Só discorro os mesmos melodramas,
Tão infantis e sem solução.
São tauteísmos de mim
Que brincam de ciranda de roda.
Sou plateia
E atriz.
Nua.
Nada de bom sai de mim
Que não danço mais,
Não amo mais,
Que nem existo mais.
Tanta tristeza e descaso
Tanto relaxo e falta de mimo
E por quê? Por quem?
Só Deus sabe.
Quem sabe por mim mesma.
Tenho medo de tentar de novo,
Ou é só meu palco?
Nem eu sei como eu sou.
Chatice de sempre.
Tampo os ouvidos e sobrevivo.
Cafetina
Gente andando devagar na minha frente, e não deixando espaço pra eu passar.
Gente que esbarra.
Gente que mastiga de boca aberta, ou fazendo barulho.
Gente que pede pra fazer tudo, ou fica esperando ordens pra se mexer. Sabe, gente lerda?
Gente burra.
Gente que escreve tudo errado. Ou que fala errado.
Gente que deixa comida no prato.
Gente que reclama de tudo.
Gente que joga lixo no chão, não apaga a luz quando sai, não fecha a torneira.
Gente que fuça na minha vida, nas minhas coisas.
Gente egoísta.
Entrar na minha casa sem me avisar.
Música muito alta. Na verdade, som muito alto.
Sentir dor.
Ser presionada.
Ser contrariada.
Ser corrigida.
Sono.
Musicais.
Derrubar/quebrar coisas.
TPM.
Não tomar café de manhã.
Sentir ciúmes.
Esperar.
É... Pois é.
Cafetina
Domingo lindão lá fora e eu aqui, de pijama. Até pensei em tomar um banho, por roupa e dar uma volta na praia... Mas o empenho não vale a pena. Estou meio acomodada assim. É bacana. Enfim, nem vou me estender. Foda-se.
Incrível como eu sou versatil. Minhas personaidades são múltiplas e, ao mesmo tempo, nenhuma delas. Acho que eu não sei quando estou fingindo e quando não estou. Se o que eu chamo de mim mesma é só mais uma faceta, dentre todas as muitas. Tenho me surpreendido, e isso não é necessariamente bom.
Ontem foi um dia desses, em que a personalidade se confunde. Nessas horas, felicidade em comprimidos seria muito bom... E o gosto amargo definitivamente é irônico. Ai ai. Nessas horas, preciso pegar uma máscara adequada, vestir e fingir que tá tudo bem. Vamos tentar de novo? Já encheu meu saco.
O que aliás, é outra coisa que não dá. Preciso parar de enjoar das coisas. Não vejo seriado porque não sei assistir cronologicamente. Nem café eu faço quando tô com muita preguiça. Falta de disciplina. Nem ler tô dando conta, já comecei mil livros. Ou leio num dia, ou abandono. Ouço as mesmas bandas, as mesmas músicas. Acho que não vou publicar esse texto. Melhor, assim poupo o mundo de mais mimimi.
Cafetina
Jesus falou pra gente dar a outra face à tapa, mas ele era Jesus, né. Eu sou uma pobre mortal, que deseja ser feliz, tem espectativas a respeito das pessoas e é, por natureza, sádica. Adoro uma vingança, uma maldade, uma crueldade quase infantil. Por que, na realidade, meu humor é assim mesmo; ácido, sarcástico, ogro. Assim como meu amor. Enfim, divago.
Falava que eu gostava de uma maldade, né? Então. Descobri que sou boazinha demais, e só levo no cu (perdão, mas existem horas em que só um palavrão desopila o fígado) . Que sempre arranjo desculpas pra tudo (para maiores informações, vide post anterior), e mimimi. Pois bem. Cansei. Esse negócio de ser a gente boa, a educada, a polida é uma merda. Não faz essa cara não, porque eu só falo palavrão. Na hora de dizer as verdades eu sempre engasgo, eufemizo, douro a pílula.
Mas é uma merda mesmo. Eu quero que as pessoas se esforcem como eu me esforço, que elas se importem. E assim eu me decepciono, consequentemente. Inevitavelmente elas não vão agir como eu agiria porque eu sou, assim, esquisita. Quase ninguém agiria como eu. E eu fico puta quando não fazem como eu faria. Não esfregam como eu esfregaria, não são amigos como eu seria... Pegou o espírito da coisa, né? Nada tá bom.
O problema do meu príncipe é que ele é múltiplo. Sabe aqueles bonequinhos recortados no papel, que você abre e aparece trocentos? Tipo desses. Precisaria de um exército principesco pra corresponder às minhas espectativas. Daí fico aqui, de mimimi, fazendo a vítima, toda deprê, chorando pelos cantos, ranhentinha. Hoje descubro que fiquei menstruada. TPM mandou um beijo e um dedo no cu, viu? Hormônios filhos da puta. Filhos da puta mesmo, quase subi pelas paredes essa semana. E, falando em cio (essa sou eu baixando minha reputação em três, dois, um...), minha gata está no cio. Saía toda noite com aquela cara de "eu vou ali atrás com um GATO e já volto, ok?" e voltava de manhazinha. E eu insone.
Enfim, após a tormenta vem a calmaria. Estou nos eixos de novo - o que me faz lembrar um hamster em uma rodinha, mas enfim - e chega de reclamar. Até mês que vem. Próxima encarnação quero nascer homem (pra poder escrever o nome fazendo xixi). Deus, fica a dica!
Ps: Curiosidade. Esse texto começa e termina com Deus pois fiz uma mandinga, coloquei no cu de uma galinha preta e enterrei ali no mangue do lado de casa, pois as encruzilhadas estavam inundadas. Vamos ver se assim a zica me deixa.
Cafetina
Eu sei que hoje prometi escrever sobre algo bacana, mas simplesmente não condiz com meu estado. Aliás, essa bagunça toda na minha cabeça não condiz comigo. Eu não sou assim. Mentira, sempre fui.
Queria fazer uma lista do que amo/odeio, queria discorrer sobre o que ando sentindo, mas até eu cansei de me ouvir dizer as mesmas coisas. Disse que ia escrever sobre palhaços, e cá estou eu escrevendo mesmo. Por que eu me sinto uma palhaça, ás vezes. Me fazem de tonta, se aproveitam porque sou boazinha. As pessoas me magoam e eu volto, sempre, arranjando mil desculpas pelos erros alheios. Antes mesmo de se exlicarem eu já entendi, já relevei. Diz meu Zé Mauro no meu livro preferido, no meu trecho favorito: "A realidade era que não conseguia deixar de esticar minha dor de dentro. De bichinho batido maldosamente, sem saber por quê."
É... Ando chorosa, manhosa, carente. Sem vontade de nada, sem terminar um livro, um quebra-cabeças, nada. Ouço a mesma música dezenas de vezes, até decorar a letra e, quem sabe, dizer por osmose o que sinto pro mundo.
Parafraseio minha amiga, que me disse ontem: "escrever sobre palhaços? Como alguém triste pode querer fazer os outros sorrirem?" Pois é, Ju. Como? Simples. A gente esconde a dor da gente bem no fundo, engole as lágrimas, respira fundo e estampa um sorriso na cara. Faz piada, ri, conversa, mas no fim do dia volta pra casa e não consegue dormir. Fica pensando no monte de coisa que queria dizer e não tem coragem, no que sonha em ser e não consegue, no que quer que os outros se transformem e, adivinha, não acontece nunca. Então, ainda acordada, começa a formular hipoteses das razões pelas quais todo mundo é tão filho da puta.
O mundo está podre. Amor virou sexo. Amizade virou interesse. Felicidade virou álcool. Sorriso virou histeria.
Hoje vi o sol, e por um instante achei que tudo ia ficar bem. Mas eu estou aqui, numa sexta-feira a noite, tentando estravazar minha indignação, meu orgulho ferido, e me lembrando que toda pintura de palhaço tem uma lágrima desenhada no rosto.
Cafetina
Preciso de uma música que faça sentido.
(coloquei o absinto na caneca de plástico laranja, pra ficar mais deprimente)
Cafetina
Eu poderia divagar sobre o tempo; em especial sobre a chuva que está caindo lá fora, ou sobre o frio que me forçou a colocar uma meia ridícula.
Eu poderia divagar sobre o meu dia, que nada teve de especial. Acordei cedo, tomei muita chuva, almocei por 1,30, fiz as unhas, tomei um banho quentinho.
Eu poderia divagar, quem sabe, sobre a conta de luz que não foi paga, a comida do gato que murchou (devido a chuva, essa maldita), a viagem que queria fazer e não vou poder, o absinto meio cheio na geladeira (que não possui, de modo algum, a mesma conotação de um copo meio cheio).
Eu poderia, e talvez devesse, ter divagado sobre meu exercício de Geologia, ou sobre minha infinita paciência em situações em que um "VAI TOMAR NO CU" serviria perfeitamente.
Eu poderia, mas não vou. Não vou justamente porque essas meias não esquentam, meu gato já foi dormir e minhas drogas acabaram. Não vou dizer absolutamente nada sobre nada, pois muitas vezes o que ninguém diz é o que deve ser entendido, e dizer ás vezes não adianta.
Não vou, em absoluto, divagar sobre os rascunhos amassados, a louça suja na pia, a torneira pingando. As pantufas se encontram ali, na beira da cama, e não há nenhum texto sobre elas.
Cafetina
Hoje abri meus rascunhos do blog e me deparei com um post assim:
Manual para o homem
Segue abaixo, caros homens, um roteiro para que, quem sabe um dia,vocês consigam nos entender:
(acaba aqui)
É, gato. Se quiser, vai ter trabalho.
Cafetina
Ela colocou a música para tocar no pequeno rádio, ao lado cama. Ele se virou, um tantinho surpreso; para ele, seria só mais uma boa noite de sexo, após uma bebedeira. Ela fica de costas para ele e, lentamente, começa a rebolar. Seus quadris vão de um lado para o outro, enquanto as mãos acariciam a barriga, os seios, a boca. Cada centímetro acariciado é seguido de perto por ele, que já imagina sua língua ali. Ela se encosta na parede e se esfrega.
A música começa lenta, mas logo a guitarra torna a batida mais agressiva, sexy, louca. Ela gira o pescoço, cabelos soltos e bagunçados, rebolando como se já fizesse sexo ali, no ar, no imaginário dele. Ela tira o vestido e fica de soutien, combinando com a calcinha, longas meias e salto alto. Claro que ela já tinha planejado tudo, e passara a noite toda com este segredo, sob sua roupa. A calcinha, fio-dental, certamente a havia lembrado por muitos momentos que uma hora ela deveria se exibir, se mostrar. E a hora era já. Ao som da música ela dançou, se tocou e o provocou, e dançando ela chegou no colo dele, colocando cada joelho sob um lado de sua barriga.
Ele já não se aguentava mais, e tentou agarrá-la. Ela delicada, mas firmemente, retirou suas mãos e colocou para cima, abanando a cabeça com um “não”. Um lenço surgiu e atou seus pulsos acima da cabeça. Não era um nó frouxo, como logo constatou, mas não havia receio, pois via nos olhos dela que tudo o que ela desejava era sexo, tesão, carne. E isso, sinceramente, estava pulsando dentro de suas calças fazia tempo. Ela subia e descia, sorrindo, encostando-se ligeiramente em partes estratégicas do corpo dele - arrepiava-se facilmente. A última coisa que ele pode ver foi um lenço nos seus olhos, e um meio-sorriso na boca dela.
Cafetina
Sabe, viajar sem rumo? Colocar The Killers bem alto, dirigir com um braço pra fora, fumando um cigarro, o vento desmanchando o cabelo que fiz pra você. Mas tudo bem, por que estaríamos rindo de algo bobo e nosso.
Parar em algum lugar bonito, deserto, o por-do-sol alaranjando o céu e, brilhantes, algumas estrelas surgindo. Deitar no capô, ou mesmo na grama, e beber um vinho bom. Tinto. Por que tinto é afrodisíaco, sexy, romântico. Fazer amor olhando o céu. Amor não, sexo. Sexo tem mais carne, pele, paixão. E é isso que eu espero, que eu sonho com, sonho por.
Gritar. Viver. Pular de uma cachoeira. Andar de moto. Preciso de intensidade, movimento, agressividade. Estou entediada! Nada acontece. Vácuo. Grilos. Me entende? Vem me buscar?
Cafetina
Gente estranha no ônibus
Minha luz está ligada
Mas o resto do mundo não.

O dia está amanhecendo
E, com ele, decanta meu sorriso.
Vamos trabalhar!
Continuar o que se precisa fazer - ou não.
(o pensamento descontínuo)

*

"I put gloss on my lips,
a man on my hips"

Londrina é tão intenso
Que me tira do eixo.
Eu preciso ser eu mesma
Longe da civilização
Far away da humanidade.

*

Sabe?
Quando o mundo para
A música cessa
E eu derreto.
Sabe?
Quando se ri
Não se sabe o porquê
só se sabe que é feliz
E basta.

Inacabadas. Folhas e um lápis.
Folhas, um lápis e uma mente que não para.
Nunca.
QUEM DORME?

*

E se meu lápis ficar sem ponta?
Se as folhas acabarem
Se meus pensamentos acabarem
E só restar a vontade de escrever?

Vejo pessoas estranhas
Me olham como uma estranha.
Pois sou uma estranha.
Uma estranha ruiva, descabelada
Não dormida, elétrica,
MINHA MÃO NÃO PARA!
Quero vender meus textos
E viver de sexo, drogas e rock'n roll.

*

Cassia diz que não tem explicação
Mas eu já achei milhares.
Quanta criança!
Acho que o fim do mundo se aproxima
Vamos mesmo precisar de gerações futuras.
Calor. Quero meus óculos!
Quero tanta coisa...
Eu podia não voltar
mas eu então sempre estaria lá
E não é saudável. De modo algum.
Hoje, todas as músicas fazem sentido!!!

*

Medo!
Sabe, quando as músicas fazem sentido?
Quando as cores ainda brilham?
Quando as frases se completam?
Impublicável.

*

As pessoas olham o relógio
Uns, para partirem
Outros, querem simplesmente ir embora.
Uns poucos esperam alguém
Que vem de longe, que traz saudade
Que também olha o relógio.

Lugar sujo, antipático,perigoso
Sono agitado que se revela em lentidão.
Com vontade de ficar nula,
hoje eu te entendo.
Eu precisava de uma sombra
Uma cerveja bem gelada
MEUS ÓCULOS ESCUROS
E mais uma eternidade assim.
Cafetina
De novo.
De novo.
De novo.
De novo.
Até perder o sentido.
Até me esquecer.
Até ME esquecer.
...E me aquecer.
Cafetina
Um vinho pela metade,
O silêncio prolongado
E depois a hecatombe.




E sim, vou floodar meu próprio blog.
Cafetina
Posso gritar? Me deixa fazer o que quiser? Me deixa ser assim, desse jeito? Eu quero perder o rumo, os limites, os padrões... Quero me virar do avesso, dormir o dia todo, esquecer todo o resto. Me deixa gritar... Deixa meu falsete quebrar todos os vidros. Quem sabe assim eu esqueço quem eu sou. Ou me lembre.
Cafetina
Hoje acordei com ressaca da vida, de tudo o que nao foi dito, do arrependimento entalado na garganta, daquilo que quis dizer mas nao consegui, do que nao deveria ter dito ou feito (e disse e fiz!).
Hoje acordei com medo da vida, dessa loucura toda que me possui, urgência de viver que atropela o que tem que ficar intacto. Quero dizer tanto, mas só penso nessa dor de cabeça lancinante, uma vontade de vomitar tudo o que esta me fazendo mal. Tenho medo de vomitar eu mesma.
As coisas nao saíram como o previsto. Tudo desmorona assim, de uma hora pra outra, e eu fico aqui, espectadora de mim mesma, nesse palco gigante.
Ontem falei em inglês, pedi desculpas, flertei, ri, tive flashbacks. Mas, sabe... Era um dia que eu gostaria de ter esquecido, nao deveria ter acontecido. Acho que se eu tivesse saído de sapatos vermelhos as coisas teriam sido diferentes...
O pior nao é chorar, nem fazer alguém chorar. É tentar colocar pra fora e não conseguir, tentar chorar e as lágrimas simplesmente nao caírem. Quero ir embora, quero minha cidade, meus gatos, minha vida. Quero desfazer esse ano inteiro, quero antes, quero meu passado. Não quero mais brincar, cansei.
Hoje eu acordei melancólica. Tive uma péssima noite de sono, uma vontade doida de ter um colo, uma carência inexplicável, inenarrável. Inenarrável. Filha da putice inenarrável. Nojo de mim.
Enojada de simplesmente sentir essa dor de cabeça, quando meu coração precisa de um engov. Meu cérebro está de recesso. Minhas palavras querem um sentido, um porquê, um pretexto. Minha boca tem gosto de ontem, e esse amargo nao é do que deveria ser.
Enfim, lágrimas. Achei que não fosse conseguir. Elas também são amargas. Meu dia está cinza. Hoje tem cara de ressaca, de dia preguiçoso, dormir a tarde toda e ver um bom filme. EU NÃO CONSIGO DORMIR. Reviro na cama. Inas...
Concentre-se. Faça o mundo tremer. Quem sabe, um terremoto me engole e o mundo pode continuar girando...
Posso ir embora de mim?
Vou ouvir a mesma música o dia todo.
Cafetina


Dançar pelo chão
Derretendo, pingando; amoleço.
Subir pelas paredes e dançar,
Dançar até perder o sentido, os sentidos
Esparramar-se pelas cortinas. Som.
Texturas. Cores. Tato.
Sentir os dedos
pela
pele.
Pele, pele, pêlos, olhos.
Olhos enormes, grandes piscinas eufóricas e extasiadas.
Rodopio, rodopio, rodopio. Eco.
Manicômio. Branco, liso e frio. Eco.
Um tapete vira mar, e o teto um palco,
Deslizando suavemente enquanto a música me engole.
A luz de velas.
Ao som do som. Música que me abraça. Me abraça?
Almas gêmeas.
Nostalgia.
Uma flor e um rádio.
Sou um ritual.
Baco me pega pelas mãos e valsamos. Um só.
Fusão.
Sinto que o mundo treme ao meu redor. Concentração.
Eu sei a cor da nossa aura,
E elas tem a mesma cor.
Cafetina
Hoje, todas as músicas estão fazendo sentido.
Cafetina
Ah! Eu quero GRITAR
Me embebedar
E dançar até de madrugada,
Voltar pra casa com as pernas doendo,
Mas nem sentindo.
Quero olhar o céu,
Ver formatos e signos
E divagar sobre teu signo,
E fazer uma fogueira linda
Com violões, gaitas, triângulos e dança gaúcha
E olhar o fogo abraçadinhos
Nem que seja por pensamento.
Quero fazer dreads,
Pintá-los um de cada cor,
Colocar meus tênis de luzinha,
Tomar um doce
E ir a uma rave.
Ah! Eu preciso GRITAR!
Eu preciso te dizer
Te expressar
E me desnudar
Pra gente poder se despir
Não só desse jeito pornográfico (mas sexy, não me leve a mal).
Eu quero um relacionamento aberto,
E tento todo dia não sentir ciúmes,
Mas quero mesmo demonstrações românticas,
Enquanto eu quiser (agora quero).
Eu quero férias,
Dormir até as três da tarde,
Esquecer do mundo ( vem também?),
Cozinhar conversando,
Comer assistindo a um filme,
E rir muito. Rir até gritar.
Cafetina
Ela liga o chuveiro, nua. A pele arrepia-se ao contato com o vapor úmido e quente, e ela molha-se, de uma só vez. O cabelo encharca-se e forma uma cascata sobre os ombros. Toda a preocupação do dia escorre junto com a água, agora perfumada de sabonete. Ela se acaricia com a esponja, passa delicadamente sobre a pele, massageia as omoplatas enrijecidas de tensão. O dia foi longo, mas agora tudo o que consegue pensar é o quão prazeroso é aquele momento.
Lava os cabelos vagarosamente; aproveitando o autocarinho, os aromas agradáveis, o calor tão esperado. Cada pedaço de seu corpo se delicia, e ela fecha os olhos por um instante, a fim de direcionar as sensações.
Fecha a torneira. Enxuga-se meticulosamente. De novo, sorri ante a carícia da toalha felpuda. Ama isso. Sorve cada momento, curte a sinestesia, aprecia o instante. Agora, sente-se linda, sexy, renovada. A noite está só começando.
Cafetina
Ode às conversas, tantas vezes sem nexo, às madrugadas não dormidas e aos risos incontidos, aos trocadilhos obcenos e piadas infames.
Ode às confissões desenvergonhadas (e desavergonhadas também, por que não?), aos filmes comentados, xingados e aplaudidos, aos programas "de menina" (e de casais também), à filosofia de boteco (e aos porres, ressacas...).
Ode às festas de faculdade, ou às nossas festas antes das festas da faculdade, ou conversas na varanda de casa mesmo.
Ode às piras engraçadíssimas, pérolas eternas, coisas que "não têm como acontecer de novo", trejeitos próprios, às frases subentendidas, gargalhadas madrugais, relembrar o passado, ode à intimidade.
Ode a tudo que me faz feliz. Um brinde ao dadaísmo.
Cafetina
A voz dela ecoa pela sala. O silêncio só é quebrado pelo mantra, entoado monotonamente. O assunto já não tem importância, as palavras nem possuem mais significado. A mente voa.
Os alunos olham, estáticos. Não que estejam atentos; muitos pensam em assuntos aleatórios, outros dormem. Alguns, chegam a se imaginar longe dali, em cima de uma prancha, sobre um mar convidativo. Desenhos rebuscados são meticulosamente tatuados nos cadernos, poemas são rabiscados em instantes, até o sono atrasado embala a sala de aula, enquanto ela fala.
De repente, um grito. Ele solta um urro, que arranha a garganta e ricocheteia pelas paredes brancas. Ele se levanta, arremessa a mesa para o lado e continua ali, gritando. Sem sentenças, frases, nem mesmo palavras. Somente gritos e mãos agitadas, procurando uma utilidade.
Então, apanha seu material e sai da sala, olhos fixos e retos. Os que divagavam, agora estão pasmos. A que monologava, se perdeu em uma frase e fica ali, boquiaberta, olhos estátelados, quase inerte. Uns poucos se atrevem a rir. Uma menina, debruçada, continua dormindo no canto da sala.
Cafetina
Só falta exprimir em palavras. Os gestos vão se tornando mais explícitos, já nem finjo não te procurar na multidão. Já dizem que sou sua, e até pronomes possessivos já aparecem nos nossos apelidos. Pedem que eu te cuide, profetizam sobre nós, tratam-nos como um só. Céus, e os olhares? Nos momentos em que estamos eu, você e as estrelas, o jeito com que você me olha... me despe a alma. Eu grito em meus pensamentos, as palavras me vém até a boca. E então te beijo (em silêncio). Enfim, só falta dizer. Explicitar. Deixar ali, claro. E precisa?
Cafetina
Hoje, em uma questão de aula, tive de responder a uma pergunta: "O que eu quero para mim?" A princípio, essa pergunta me pareceu bastante "auto-ajuda", piegas e um tanto manjada. Depois, me veio a "coceirinha" de colocar no papel aquele punhado de pensamentos aleatórios e constatei que quero muita coisa.
Quero ter saúde, mas ter aquela gripezinha de vez em quando, para poder matar aula, assistir a um filme debaixo das cobertas e ser mimada, pela mãe ou por alguém que se importe.
Quero ganhar muito dinheiro, e que venha com um cofre e um manual de instruções!
Quero um amor eterno, que faça eu me apaixonar por ele todos os dias, que seja romântico, cavalheiro, me dê presentes, faça massagem, seja engraçado, inteligente, bonito. E que, PELO AMOR DE DEUS, saiba a hora de sumir do mapa e me deixar curtir a noite.
Quero uma biblioteca particular, com todos os meus livros preferidos. Nesse caso, um dia com 64 horas seria muito benvindo, e imensamente necessário.
Quero salvar o mundo, e esse desejo, por si, já é bem sarcástico.
Quero viajar, curtir, dançar, rir, aproveitar. Quero ser criança e não me sentir ridícula, me embebedar e não sentir ressaca, falar o que penso e não sentir remorso, agir corretamente e ter reconhecimento.
Quero tanto que não cabe em uma vida. Só me resta sonhar.
Cafetina
É... Pois é. Fiquei adiando o máximo que pude, protelando, inventando milhares de desculpas... A verdade é que eu tinha medo. Aliás, ainda tenho. Medo de não saber mais escrever, de não haver mais inspiração, de não ser tão mágico (ou terapêutico), ou, pior ainda: medo de simplesmente não fluir. De qualquer forma, a curiosidade venceu o medo (como sempre) e resolvi investir. Vamos ver se faço algo bacana. Que venham os paparazzi!