Eu sei que hoje prometi escrever sobre algo bacana, mas simplesmente não condiz com meu estado. Aliás, essa bagunça toda na minha cabeça não condiz comigo. Eu não sou assim. Mentira, sempre fui.
Queria fazer uma lista do que amo/odeio, queria discorrer sobre o que ando sentindo, mas até eu cansei de me ouvir dizer as mesmas coisas. Disse que ia escrever sobre palhaços, e cá estou eu escrevendo mesmo. Por que eu me sinto uma palhaça, ás vezes. Me fazem de tonta, se aproveitam porque sou boazinha. As pessoas me magoam e eu volto, sempre, arranjando mil desculpas pelos erros alheios. Antes mesmo de se exlicarem eu já entendi, já relevei. Diz meu Zé Mauro no meu livro preferido, no meu trecho favorito: "A realidade era que não conseguia deixar de esticar minha dor de dentro. De bichinho batido maldosamente, sem saber por quê."
É... Ando chorosa, manhosa, carente. Sem vontade de nada, sem terminar um livro, um quebra-cabeças, nada. Ouço a mesma música dezenas de vezes, até decorar a letra e, quem sabe, dizer por osmose o que sinto pro mundo.
Parafraseio minha amiga, que me disse ontem: "escrever sobre palhaços? Como alguém triste pode querer fazer os outros sorrirem?" Pois é, Ju. Como? Simples. A gente esconde a dor da gente bem no fundo, engole as lágrimas, respira fundo e estampa um sorriso na cara. Faz piada, ri, conversa, mas no fim do dia volta pra casa e não consegue dormir. Fica pensando no monte de coisa que queria dizer e não tem coragem, no que sonha em ser e não consegue, no que quer que os outros se transformem e, adivinha, não acontece nunca. Então, ainda acordada, começa a formular hipoteses das razões pelas quais todo mundo é tão filho da puta.
O mundo está podre. Amor virou sexo. Amizade virou interesse. Felicidade virou álcool. Sorriso virou histeria.
Hoje vi o sol, e por um instante achei que tudo ia ficar bem. Mas eu estou aqui, numa sexta-feira a noite, tentando estravazar minha indignação, meu orgulho ferido, e me lembrando que toda pintura de palhaço tem uma lágrima desenhada no rosto.
Queria fazer uma lista do que amo/odeio, queria discorrer sobre o que ando sentindo, mas até eu cansei de me ouvir dizer as mesmas coisas. Disse que ia escrever sobre palhaços, e cá estou eu escrevendo mesmo. Por que eu me sinto uma palhaça, ás vezes. Me fazem de tonta, se aproveitam porque sou boazinha. As pessoas me magoam e eu volto, sempre, arranjando mil desculpas pelos erros alheios. Antes mesmo de se exlicarem eu já entendi, já relevei. Diz meu Zé Mauro no meu livro preferido, no meu trecho favorito: "A realidade era que não conseguia deixar de esticar minha dor de dentro. De bichinho batido maldosamente, sem saber por quê."
É... Ando chorosa, manhosa, carente. Sem vontade de nada, sem terminar um livro, um quebra-cabeças, nada. Ouço a mesma música dezenas de vezes, até decorar a letra e, quem sabe, dizer por osmose o que sinto pro mundo.
Parafraseio minha amiga, que me disse ontem: "escrever sobre palhaços? Como alguém triste pode querer fazer os outros sorrirem?" Pois é, Ju. Como? Simples. A gente esconde a dor da gente bem no fundo, engole as lágrimas, respira fundo e estampa um sorriso na cara. Faz piada, ri, conversa, mas no fim do dia volta pra casa e não consegue dormir. Fica pensando no monte de coisa que queria dizer e não tem coragem, no que sonha em ser e não consegue, no que quer que os outros se transformem e, adivinha, não acontece nunca. Então, ainda acordada, começa a formular hipoteses das razões pelas quais todo mundo é tão filho da puta.
O mundo está podre. Amor virou sexo. Amizade virou interesse. Felicidade virou álcool. Sorriso virou histeria.
Hoje vi o sol, e por um instante achei que tudo ia ficar bem. Mas eu estou aqui, numa sexta-feira a noite, tentando estravazar minha indignação, meu orgulho ferido, e me lembrando que toda pintura de palhaço tem uma lágrima desenhada no rosto.
