Cafetina
Ela colocou a música para tocar no pequeno rádio, ao lado cama. Ele se virou, um tantinho surpreso; para ele, seria só mais uma boa noite de sexo, após uma bebedeira. Ela fica de costas para ele e, lentamente, começa a rebolar. Seus quadris vão de um lado para o outro, enquanto as mãos acariciam a barriga, os seios, a boca. Cada centímetro acariciado é seguido de perto por ele, que já imagina sua língua ali. Ela se encosta na parede e se esfrega.
A música começa lenta, mas logo a guitarra torna a batida mais agressiva, sexy, louca. Ela gira o pescoço, cabelos soltos e bagunçados, rebolando como se já fizesse sexo ali, no ar, no imaginário dele. Ela tira o vestido e fica de soutien, combinando com a calcinha, longas meias e salto alto. Claro que ela já tinha planejado tudo, e passara a noite toda com este segredo, sob sua roupa. A calcinha, fio-dental, certamente a havia lembrado por muitos momentos que uma hora ela deveria se exibir, se mostrar. E a hora era já. Ao som da música ela dançou, se tocou e o provocou, e dançando ela chegou no colo dele, colocando cada joelho sob um lado de sua barriga.
Ele já não se aguentava mais, e tentou agarrá-la. Ela delicada, mas firmemente, retirou suas mãos e colocou para cima, abanando a cabeça com um “não”. Um lenço surgiu e atou seus pulsos acima da cabeça. Não era um nó frouxo, como logo constatou, mas não havia receio, pois via nos olhos dela que tudo o que ela desejava era sexo, tesão, carne. E isso, sinceramente, estava pulsando dentro de suas calças fazia tempo. Ela subia e descia, sorrindo, encostando-se ligeiramente em partes estratégicas do corpo dele - arrepiava-se facilmente. A última coisa que ele pode ver foi um lenço nos seus olhos, e um meio-sorriso na boca dela.