Cafetina
Nada.
Nada sai.
Impossível.
Alegria bateu asas
E saiu voando.
Nada de bom sai de mim,
Só discorro os mesmos melodramas,
Tão infantis e sem solução.
São tauteísmos de mim
Que brincam de ciranda de roda.
Sou plateia
E atriz.
Nua.
Nada de bom sai de mim
Que não danço mais,
Não amo mais,
Que nem existo mais.
Tanta tristeza e descaso
Tanto relaxo e falta de mimo
E por quê? Por quem?
Só Deus sabe.
Quem sabe por mim mesma.
Tenho medo de tentar de novo,
Ou é só meu palco?
Nem eu sei como eu sou.
Chatice de sempre.
Tampo os ouvidos e sobrevivo.